Acabaram com um pedaço de NÓS

Morreu, o maior pedaço da história do Brasil morreu e foi enterrado com o nosso dinheiro. Não, nada de modernidade, mudança de público ou exigência da FIFA. O que fizeram foi muito mais do que isso, eles simplesmente mataram o amor de milhões de pessoas.

Sábado, dia 27, o Mundo viu o que fizeram com o nosso Maracanã. O Maraca do Brasil, do Rio, o grande cartão postal do País, cantado em músicas, declamado em poemas, lembrado a cada sobrevoou para falar de NÓS. E o que eles fizeram? Jogaram no lixo, assim como fazem todos os dias com NÓS.

maracanã

Sabemos, ele ainda está lá, com cara de estrangeiro, engomadinho, mas e a alma? E aquela coisa que só ele tinha? Quem já viu sabe, aquela coisa de chegar pela rua, olhar e ver algo monumental, gigante, absolutamente fora de contexto. Maracanã, único. Por que fizeram isso com você? Como deixaram destruir pedaço tamanho da cultura de um povo? O que falta agora, acabar com carnaval? Destruir o Cristo, implodir o Pão de Açúcar, asfaltar as praias? Diga, o que falta esses marginais de terno e gravata fazerem? Isso é terrorismo, tão qual fez Osama Bin Laden. Muda-se o motivo, o local, mas o fim é o mesmo: Exterminar uma cultura.

Continuemos a procura por respostas. Precisamos de um estádio para a Copa do Mundo? Que fosse feito um novo, ao lado, ou em outro bairro. Não importa, o Maracanã não precisava da Copa, não precisa do dinheiro de estrangeiros, não precisava de cadeiras bipartidas e muito menos de telões de LED. Não é justo, não é correto tirar o local onde o João, avacalhado pela vida, ia encontrar o pouco de alegria que o mundo lhe negava. Era lá, na geral, em pé, que João era alguém. E agora? Como explicar para homem que seu recanto de alegria foi tomado por meia dúzia que não sabe nem explicar o que é TORCER? E você estava lá, Dilma. Sentada e aplaudindo toda a festa que fizeram para esfregar na cara do povo. Logo você, presidenta. A mulher do povo, compactuando com o fim do povo.

Exageros? Não, fatos! O nosso Maracanã, construído há quase 70 anos, usado por milhões de brasileiros, berço de momentos mágicos do nosso futebol, parte determinante para a formação de milhões de cidadãos; foi morto ontem, por Dilma, Cabral e sua trupe. O que fazer? Lamentar, chorar e torcer para que o gigante desperte, arranque seus telões a força, quebre suas cadeiras bipartidas, mutile suas redes padrões FIFA e solte o grito adormecido: “Arrá, urru, o Maraca é nosso”. E será, pois a fé é maior do que a ganancia, e a certeza mora dentro de todos aqueles que hoje estão de luto, no primeiro Fla X Flu, ele se rebelará. Caso isso não aconteça, mudem de nome, por favor, deixem a alma do Maracanã descansar em paz.

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Cansado de seu Emprego Atual, Gosta de Futebol, que Tal Faturar Enquanto assiste seu Jogo Favorito

Ricardo Moura

Paixão muitas vezes não contida nesse coração Rubro Negro, Ricardo Moura é o Brasil, o sentimento poderoso de cada torcedor. Ele é Inenarrável, apaixonado por um time desmoralizado. Mas o que é moral no futebol?

Website: https://crflamengo.net

2 Comentários

  1. Oi Ricardo!

    Parabéns pelo excelentíssimo artigo!

    Concordo plenamente com todas as suas palavras.

    Aqui na Bahia fizeram o mesmo com a Fonte Nova, atual Arena Fonte Nova (tentam nos corrigir quando falamos só Fonte Nova).

    Antes o estado administrava, tínhamos preços bem populares, hoje é administrada por um consórcio que nos cobra pelo ingresso mais barato R$ 45 ou R$ 90 reais, depende da “importância” da partida.

    A D. FIFA começou a mostrar seu “poder”, diz que nós baianos, soteropolitanos, não poderemos fazer nenhuma festa em junho, para não competir com os jogos da Copa das Confederações.

    Imagina o nordeste sem a festa que representa toda a nossa cultura?

    Estão tentando acabar com nossa cultura!

    Acoooorda povo brasileiro!

    Vamos torcer para que o povo acorde e os engravatados não entreguem o “ouro”.

    Mais uma vez parabéns Ricardo!

    Abraços!

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