Flamengo: Matador de Sardinhas

Flamengo: Matador de Sardinhas.

Meus fiéis leitores, meus amigos, companheiros de jornada, agora é oficial: Estamos de roupa nova. E que roupa! O Manto está mais lindo do que nunca, bonitão e cheio de poder, mas sabemos que agora é hora de honrar as cores e fazer algo respeitável no Brasileirão.

Domingão, dia 26, em Brasólias, tem o nosso Mengão contra os Sardinhas do Litoral Paulista. Gente daquela terra que acha que a cidade deles é igual o Rio de Janeiro. NUNCA SERÃO! Mas falando da peleja, aposto em vitória nossa com direito a show do Marcelo Moreno, que começa no banco apenas para dar chance para Neymar fazer algo antes de dar adeus ao Brasil.

O Mengão, matador de times médios e pequenos deve ir a campo com a escalação usual, sim, aquela que tem a Jade Barbosa no gol; Avenida L.Moura na direita, Renato Santos, Gonzaléz e o cone Ramon; nosso meio é formado por Luiz Antônio, Elias, R.Abreu; e o ataque com a velocidade de Rafinha, Gabriel e Hernane. É o time dos sonhos? Não! Mas é o que temos para hoje.

Outra coisa sobre essa partida é o fato de ser a inauguração do novo e velho Mané Garrincha. Estádio lotado, 98% de Rubro Negros e renda recorde para a história do futebol em terras descobertas por portugueses. Se isso me assusta? Jamais, somos time para jogar diante de grandes plateias.

Neymar

Bom, sei que isso aqui é espaço para falar apenas de Flamengo, mas às vezes a gente precisa se posicionar sobre outros assuntos, pois a complexidade dos fatos nos leva a isso. Neymar vai embora, hoje ainda não sabemos se Real Madri ou Barcelona, na verdade até sabemos, ele deve escolher a time de Messi. É exatamente sobre isso que quero falar com vocês.

A escolha de Neymar é preocupante para quem ama o futebol e para nós brasileiros. Há tempos venho discutindo a personalidade do camisa 11 do Santos, já abordei esse tema em uma coluna para o jornal Gazeta do Litoral, distribuído lá em Santos, onde escrevo periodicamente, e sempre que posso levanto esse papo entre meus amigos.

O atacante é um craque, um baita jogador, completo, pois chuta bem, tem presença de área, dribla, tem velocidade e muda de direção de uma forma extraordinária, coisa de outro mundo; porém se esconde quando mais precisa mostrar algo diferente. Não, não estou falando de finais, mas poderia também estar, porém falo daquela coisa que os grandes precisam ter, o tal do saco roxo.

Lembrando, não estou duvidando do potencial dele, afirmo novamente, Neymar é craque, mas, escolhe adversário. Lúcio de Castro, companheiro de profissão, comentarista dos canais ESPN, lembrou uma frase do Mestre Camisa, um dos deuses da capoeira, que decifra bem o que quero dizer: ‘Menino, quando for entrar na roda, não importa se do outro lado está uma criança ou o cão, você precisa entrar’. Ai que está, Neymar quando precisa ser Neymar, se esconde, seja na figura de um pai que o trata como doente mental, pois não permite que o filho rico tome qualquer decisão por livre e espontânea vontade, de um clube que mimou um homem de 20 e poucos anos ou de uma torcida conivente com uma vida de propagandas e shows de pagode.

Uma das cenas mais explicitas disso tudo foi a semana em que o Brasil jogou contra a Inglaterra. O mundo havia parado para ver Neymar, existia uma apreensão do que ele faria em campo, qual seria sua reação, tendo em vista que quatro dias antes ele havia destruído uma partida contra o Botafogo de Ribeirão Preto, com direito a mão na cintura e reboladinha na frente do zagueiro do time paulista. Eis que o jogo começa e termina sem Neymar fazer nada de diferente. Quando digo nada, não estou dizendo gols, isso eu não cobraria dele, falo de lances como aquele chapéu batendo a bola na sola do pé, ou embaixadinhas feita no canto direito do campo. Não, Neymar resolveu não fazer isso diante da Inglaterra. Neymar se escondeu com passes de lado. Não precisaria acertar os dribles, o jovem nem tentou.

E assim foi também diante do Barcelona, onde ficou mano a mano duas vezes com Puyol e preferiu tentar vencer na corrida e na outra tocar de lado. Neymar escolhe adversário, da show contra nós, mas na hora que precisa nos representar ele some, se esconde atrás de lendas, histórias contadas de geração para geração, como a de que os zagueiros europeus são mais inteligentes ou que o futebol estrangeiro não permite brincadeira.

Diante disso, afirmo, Neymar vai para o Barcelona. Irá optar pela zona de conforto. Na equipe catalã será titular de imediato, tomará o lugar de Pedro ou Villa, estará em um clube que não vive pressão por títulos e servirá de escada para Messi ser melhor do Mundo mais cinco ou seis vezes. Se, apenas SE, tivesse saco roxo, iria para o Real, chegaria brigando por posição, estaria no meio de feras, teria que mostrar que também é craque, mas, como a gente sabe, o Santos ensinou muito para o garoto, ele apenas faltou na aula de PERSONALIDADE!

Flamengo: Matador de Sardinhas
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Ricardo Moura

Paixão muitas vezes não contida nesse coração Rubro Negro, Ricardo Moura é o Brasil, o sentimento poderoso de cada torcedor. Ele é Inenarrável, apaixonado por um time desmoralizado. Mas o que é moral no futebol?

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