A Nação pede o Mundo de novo
A torcida é a maior do mundo. Seus torcedores são apaixonados e estão acostumados ao superlativo, “mengão do meu coração”, onde tudo é exaltado em épocas de vitórias, mas as crises começam com a menor das derrotas. Afinal, “uma vez Flamengo sempre Flamengo, Flamengo eu hei de ser, é meu maior prazer vê-lo brilhar…”
Porém desde a década de 80 a nação, como são conhecidos seus torcedores, não se emendam de tanta euforia, “que torcida é essa!” “Vencer, vencer, vencer”, como se canta em seu hino, nunca fez tanto sentido. Não é por menos, pois chegaram à final da libertadores depois de 38 anos, e por isso já “pedem o mundo de novo”.
Foi “em dezembro de 1981” que o Flamengo formou um esquadrão digno de representar a seleção brasileira, e “botou os ingleses na roda”, ao ganhar de “3 a 0 do Liverpool” no mundial de clubes, “ficou marcado na história”.
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Torcida do Flamengo fazendo mosaico – Foto: Breno Cardoso |
Não é por acaso que o maior ídolo do clube tem nome de Rei, Arthur, mais conhecido como galinho de Quintino, o Zico. E ele regeu uma era vitoriosa, sendo o jogador mais vitorioso do clube, e considerado por muitos, depois de Pelé, o maior jogador do Brasil e porque não do Mundo? “Zico, Zico, Zico, nem Pelé…”
As histórias dessa época são contadas até hoje pelos torcedores com mais de 40 anos de idade, que tiveram a felicidade de acompanhar o maior time de sua gloriosa existência. “Domingo eu vou ao Maracanã, torcer pelo time que sou fã, vou levar foguetes e bandeiras…”
Quando achávamos que nunca mais haveria um time assim eis que surge Jesus. Um técnico Português que chegou para quebrar a banca, mas cercado de desconfiança, em que as goleadas, e sobretudo o desempenho do time em campo o tornaram um ídolo, somente superado por Zico. “Olê, olê, olê, olê, mister, mister!!”
Eis que uma final, responsável por deixar na história os vencedores, mas no esquecimento os perdedores, foi vencida na raça, confiança e superação, justo no momento em que a torcida já quase perdia suas esperanças. Bruno Henrique, Arrascaeta e Gabigol, que jogada, que linda emoção, que explosão de alegria. “Bicampeão!!!”
Agora seus torcedores já cantam: “o Liverpool, pode esperar, porque tua hora vai chegar!!!”
Allan Titonelli Nunes, rubro-negro.