Antes fosse só a derrota
Por Wagner Serpa
O Flamengo jogou ainda há pouco contra o Grêmio Porto-alegrense. Jogou e perdeu. Mas antes o problema tivesse sido apenas a derrota. Não foi. O que preocupa é a forma como se deu o revés.
As derrotas acontecem. Toda equipe vai perder um dia. É a ordem natural. Mas o Flamengo não. O Flamengo quando perde normalmente é com requintes de crueldade.
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Rafael Vaz durante Grêmio x Flamengo – FOTO: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA |
O Grêmio é time forte, bem treinado, entrosado, talentoso, envolvente. Mas afirmo sem medo de errar que hoje não precisava de nada disso, pois jogava contra uma equipe apática, confusa, sonolenta e cometendo falhas pra lá de grotescas, dignas das piores peladas de finais de semana. Um detalhe sórdido é que há 23 anos o Fla não vence o rival em seus domínios. E dessa vez era evidente que a escrita perduraria, pois o Flamengo foi a Porto Alegre a passeio.
Entendo que um time do tamanho do Rubro-negro Carioca, que enverga uma camisa importante como poucas no país e no mundo, não pode se dar ao luxo de perder da forma que perdeu: indolente, displicente, irresponsável. O retrato disso foram as patuscadas defensivas que originaram os 3 gols adversários. Não acho justo individualizar responsabilidades num esporte que é eminentemente coletivo, mas hoje foi demais.
O Fla ainda tem a Copa Sul-americana como objetivo maior até o final da temporada, na tentativa de salvar o turbulento ano de 2017. No entanto, acredito que, mais importante que ganhar o tal torneio, é ter em mente que não se pode, de jeito nenhum, deixar escapar a classificação para a Liberta do ano que vem.
Se ganhar a Sula, “formou” geral, saímos bem na foto. A sonhada classificação garantida e de quebra mais um caneco internacional pra galeria. Porém, contudo, todavia, lembrai-vos que se “der ruim” e o título escorregar temos que estar garantidos no Grupo dos “G’s” do Brasileirão. E isso não é negociável. Ouviram? Vou repetir: isso não é negociável.
E é nessa vibe que deixamos aqui o alerta: abre o olho Mengãozinho, tá na hora de você começar a jogar no modo “hard”. O nosso sorriso depende disso.
SRN. E não é pouco não.