Gabigol, com fibra e inconformismo, mostra que Tite errou em não convocá-lo

Gabigol beijando troféu da Libertadores em trio elétrico do Flamengo – Foto: Marcelo Cortes
BLOG DO MENON: Quero discordar de Danilo Lavieri, repórter que respeito e admiro.
É opinativo e não quero ensinar nada a ninguém, como fez comigo uma cheerleader verde.
Ao endossar o grito da torcida ” ei Tite, vai se f…, Gabigol não precisa de você”, com “é isso mesmo, já estou numa selecão, c…”, Gabigol demonstrou fibra e inconformismo com o fato de não ir à Copa.
Fibra e inconformismo é bom. É ótimo. Ele não está fazendo como os bolsonaristas que recusam a decisão da vontade popular. Está questionando o ato de um treinador. Nada demais.
Gabigol, é preciso deixar claro, não foi desconsiderado por não ter espírito de grupo. Foi desconsiderado porque não rendeu bem naquilo que lhe foi pedido: ajudar o meio e marcar avanço de lateral.
Ora, quem fez isso foi Gabriel Jesus. Que saiu zerado da última Copa.
Tite preferiu Jesus, insistiu com Firmino, deu chances a Mateus Cunha, artilheiro de três gols no ano e está levando Martinelli, de 33 gols na carreira
São escolhas dele.
Nada a ver com comportamento de grupo.
Por que ninguém usou esse argumento quando saiu a lista? Só agora que Gabigol cumpriu o maravilhoso livre arbítrio de desabafar diante do que considera injustiça?
E quem diz que grupo unido e família são conceitos primordiais para que uma seleção renda bem? Ou um time renda bem?
Vou lembrar o exemplo do Corinthians. Rincon detestava Edilson e Marcelinho, que, por sua vez, detestava Ricardinho. E tudo era recíproco.
O problema da “família Tite” não é Gabigol. É o filho Mateus, sem currículo.
PS – Este é o 11° texto do projeto #menonnoqatar , com #120postse30videos sobre a Copa do Qatar