Presidente do Flamengo defende envolvimento com a CBF.
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Foto: Lucas Figueiredo / Mowa Press |
O GLOBO: O afastamento da presidente Dilma Rousseff aconteceu às vésperas dos Jogos Olímpicos e durante discussões sobre a necessidade de mudanças no futebol brasileiro. Figura constante em Brasília no ano passado, quando trabalhou pela aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal no Futebol, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, evitou classificar a entrada de Michel Temer na presidência da República como boa ou ruim para o esporte.
– O Flamengo não faz esse tipo de avaliação. Todos nós temos nossas posições políticas, mas eu não acho correto misturar o Flamengo com isso. O tempo vai dizer quem vai ser o ministro dos Esportes (será Leonardo Picciani, do PMDB do Rio) e como vai tocar a continuidade dos trabalhos para os Jogos Olímpicos – afirmou Bandeira de Mello.
O mandatário rubro-negro não acredita que as mudanças no governo possa ser um passo atrás na agenda de modernização do futebol brasileiro, especialmente com a implantação da Lei da Responsabilidade Fiscal no Esporte (Profut).
– O Profut sempre foi uma agenda suprapartidária. Do tempo em que frequentei a Câmara e o Senado, via o governo e a oposição trabalhando na mesma pauta, isso é um consenso, embora, é claro, tenham setores atrasados que vão continuar existindo independente de quem está no governo. O que me impressionou na tramitação foi ver parlamentares do governo e da oposição se relacionarem de maneira produtiva – afirmou.
Bandeira de Mello foi o dirigente esportivo escolhido para, em março do ano passado, estar ao lado de Dilma Rousseff e do então vice-presidente Michel Temer na assinatura do projeto. Além deles, o ex-ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, o ex-ministro do Esporte, George Hilton, e Dida, ex-goleiro da seleção brasileira, participaram da solenidade.
– O importante não sou eu, é o Flamengo. O importante não é quem está no governo federal, estadual, na prefeitura. O Flamengo tem a obrigação de se relacionar com os poderes constituídos. Eu tive um relacionamento com a presidência da República como tive com a da Câmara, do Senado, com o governador e o prefeito, e isso vai continuar.