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quarta-feira, 23 outubro, 2024

Quando falta brilho, sobra raça

Não teve brilho, não teve golaços, não teve um bom futebol, mas teve pinta de um Flamengo cada dia mais com jeito de campeão.
17 de outubro de 2019

Por Tiago Machado

Logo assim que liguei a televisão, faltando 10 minutos para a partida começar, vi que a torcida do Fortaleza estava ensandecida, o que, aliás, é bem comum entre as torcidas que vão ver seus respectivos times jogarem contra o Flamengo. Parece que o clube carioca desperta o sentimento mais viril em seus torcedores rivais. Diante de um público de 50 mil torcedores, com direito a um hipócrita mosaico 3D, digo hipócrita, pois, até pouco tempo atrás, o Fortaleza iniciou uma campanha contra atos de preconceito nos estádios, o que em suma, é algo louvável e deve ser exemplo para outros clubes, mas a hipocrisia começa quando o mesmo Fortaleza resolve fazer uma campanha contra os chamados torcedores ‘’mistos’’ flamenguistas. Quem está sendo o intolerante agora? Tremenda bola fora do clube nordestino.

De misto mesmo só tinha o time do Flamengo, que contava com cinco desfalques. Jogo iniciado, cerveja aberta e pronto para ver mais um espetáculo do Mengo. Ledo engano! O time começou mal, parecia lento, sem intensidade quanto tinha o domínio da bola, e deixando muitos espaços para a equipe rival. A única válvula de escape do Flamengo era pela esquerda com Vitinho, que não levava tanto perigo. Ao final do primeiro tempo, em sua melhor chance, o Flamengo quase abriu o placar com o garoto Reinier.  Vitinho cruzou e o menino de 17 anos ajeitou e chutou, mas a bola que ia em direção ao fundo das redes foi interceptada por Paulão.

Jorge Jesus comemorando vitória com os jogadores do Flamengo – Foto: Pedro Martins

Depois do broxante primeiro tempo, renovei minhas expectativas para a segunda etapa, mas bastou os primeiros cinco minutos iniciais para eu ver que a equipe voltara da mesma forma. Em alguns momentos parecia a equipe de Abel Braga. O meio campo Flamenguista parecia não existir, Gérson claramente estava sentindo a sequência de jogos, Reinier estava apagado, era comum ver Gabigol voltando quase no grande círculo para buscar a pelota. O Flamengo abdicou das jogadas pelo meio e concentrou seus tentos pelas pontas. O chuveirinho tinha voltado. Para piorar de vez, em jogada do Fortaleza pela direita, a bola bateu na mão do zagueirão Pablo Marí, o juiz marcou pênalti e a equipe nordestina converteu, 1 a 0 pros caras.

O Flamengo tinha maior posse de bola, tinha vontade, mas faltava demonstrar raça para buscar o placar. E ela veio. Rodrigo Caio cabeceou e a bola bateu na mão de Quintero. Pênalti para equipe Rubro Negra. Mesmo desfalcado, e sem o brilho que estamos acostumados a ver nos jogos do Flamengo, a equipe carioca resolveu honrar seus 14.500 torcedores que foram lhe apoiar no Castelão. Gabigol bateu o pênalti e deixou tudo igual. O relógio já apontava para quase 40 minutos da segunda etapa. Parecia que o jogo terminaria com um empate, mas o Flamengo sabe que para ser campeão, o DNA vencedor tem que prevalecer. Foi então que a equipe carioca decidiu se superar, e aos 42 minutos, em jogada de lateral devidamente ensaiada, o Flamengo virou o placar com gol da cria, Reinier. O moleque tem futuro!

O Juiz apitou o fim do jogo. E que jogo! Não teve brilho, não teve golaços, não teve um bom futebol, mas teve pinta de um Flamengo cada dia mais com jeito de campeão, e é em jogos assim que se ganha campeonato. O time de Jorge Jesus caminha a passos largos para fazer história, e história essa que está passando diante de nossos olhos, que quando não dá na técnica, vai na vontade, vai no sangue, vai na luta, vai na raça!

SRN! #VamosFlamengo

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